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OS INGREDIENTES NUTRICIONAIS DO CHÁ VERDE

Considerado como um medicamento e uma bebida saudável desde os tempos antigos, o chá tem estado no foco dos consumidores devido as suas propriedades antioxidantes. Na ampla variedade de chás disponíveis no mercado, um tem se destacado: o chá verde.

Crescentes pesquisas estão ajudando o chá verde a se concretizar como um pilar nutracêutico para uma série de necessidades, incluindo imunidade e doenças não transmissíveis. Inclusive, estudos científicos recentes consideram a Camellia sinensis, planta da qual o chá verde é extraído, estratégica para a saúde humana no século XXI.

No campo da nutrição, o chá verde é um botânico popular usado para as demandas cognitivas, digestivas, energéticas, esportivas, perda de peso e cardiovasculares.

Durante séculos, o chá verde chinês tem sido considerado, no Extremo Oriente, uma bebida saudável. Depois da água, é a bebida não alcoólica mais consumida no mundo. Existem muitas pretensões, frequentemente exageradas, quanto aos benefícios do chá verde para a saúde. Estudos recentes produziram resultados que afastaram muitos mitos, mas também confirmaram alguns benefícios importantes para a saúde em relação ao seu consumo regular.

Hoje, é comprovado que o alimento funcional consumido na alimentação cotidiana pode trazer benefícios fisiológicos e específicos, graças aos seus componentes ativos. Existem três tipos principais de chá: o preto (indiano), o verde (japonês e chinês) e o preto chinês (oolong), mas a maioria dos estudos experimentais demonstra efeitos antimutagênicos e anticarcinogênicos do chá preparado na forma verde ou de frações polifenólicas isoladas de chá verde.

A composição química do chá verde inclui diversas classes de compostos fenólicos ou flavonóides, tais como flavonóis e ácidos fenólicos, além de cafeína, pigmentos, carboidratos, aminoácidos e certos micronutrientes, como as vitaminas B, E e C, além de minerais, como cálcio, magnésio, zinco, potássio e ferro. Os principais flavonóis presentes no chá verde são os monômeros de catequinas, que no chá verde incluem, por exemplo, a catequina (C), a galocatequina (GC), a epicatequina (EC), a epigalocatequina (EGC), a epicatequina galato (ECG) e a epigalocatequina galato (EGCG), sendo que está última corresponde a mais abundante catequina do chá verde, aproximadamente 50% a 60%. O teor de catequinas no vegetal depende de alguns fatores externos, tais como forma do processamento das folhas antes da secagem, localização geográfica do plantio e condições de cultivo.

A concentração de catequinas na bebida varia de acordo com a preparação do chá, mas de forma geral, quando preparado em uma proporção de 1 grama de folhas para 100ml de água, por três minutos de fervura, contém cerca de 35 a 45mg/100ml de catequinas e 6mg/100ml de cafeína, entre outros constituintes.

Um dos principais fatores que diferencia o chá verde dos demais é o seu processamento. No chá preto, por exemplo, as folhas são fermentadas, fazendo com que grande parte dos seus princípios ativos benéficos para a saúde sejam alterados ou destruídos. No chá verde, as folhas são expostas ao vapor da água e colhidas logo depois, sendo, em seguida, secas naturalmente. Essa técnica preserva os polifenóis naturais que variam em uma proporção de 45% a 90% em relação as propriedades biológicas.

De acordo com os compostos bioativos do chá verde e a sua potencial capacidade de promover benefícios a saúde, diversos estudos demonstram que o mesmo deve ser considerado um alimento funcional.

Chá verde e imunidade

Diversos estudos têm demonstrado que as catequinas presentes no chá verde podem exercer papel

benéfico em diversas morbidades. Alguns estudos já apresentaram dados controversos, mas a maioria das pesquisas têm demonstrado resultados positivos em relação ao uso do chá verde, principalmente com relação a ação benéfica dos flavonóides sobre o risco cardiovascular.

Além disso, a literatura tem demonstrado constantemente o potencial papel do chá verde na modulação de processos anti-inflamatórios, antitumorais, antiaterogênicos, hipoglicemiantes e no controle do peso.

Atualmente, um dos benefícios do chá verde mais explorados é a sua capacidade de fortalecer e apoiar o sistema imunológico de várias maneiras significativas. O chá verde tem sido reconhecido como tendo potentes propriedades antivirais. Na verdade, o chá altera a estrutura do próprio vírus, o que suprime a capacidade do vírus de causar uma infecção. A epigalocatequina galato tem a capacidade de se ligar à membrana celular do vírus da gripe, por exemplo, bloqueando a capacidade do vírus de infectar outras células.

Pesquisas recentes mostram que o chá verde também inibe a enzima neuraminidase, retardando a propagação de muitos vírus de célula para célula. Outro componente do chá verde, a L-teanina, demonstrou aumentar as respostas imunológicas; esse componente do chá verde auxilia na produção de um tipo de glóbulo branco, chamado linfócito gama-delta-T, uma célula imunológica de ação rápida que lança um poderoso ataque a patógenos invasores, como o vírus da gripe. A L-teanina também ajuda a produzir interferon-gama, uma importante citocina (proteína sinalizadora do sistema imunológico) que possui poderosas propriedades antimicrobianas. Essas células imunológicas são uma parte essencial das defesas do organismo contra vírus e outros invasores. Ao estimular diretamente a ação do sistema imunológico, o chá verde oferece proteção contra doenças.

Um estudo sobre a prevenção e recuperação da gripe examinou 197 profissionais de saúde ao longo de um período de cinco meses durante o inverno. Um grupo de 98 participantes recebeu cápsulas de chá verde contendo 378mg de catequinas (fornecendo 270mg de EGCG) mais 210mg de L-teanina. O grupo controle com 99 participantes recebeu um placebo. Os participantes do estudo foram solicitados a relatar a ocorrência de sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre e pelo menos um outro sintoma, como tosse, dor de garganta, dor de cabeça ou dor no corpo. No grupo do chá verde, muito menos pessoas adoeceram em comparação com o grupo placebo, demonstrando que o chá verde oferece proteção três vezes maior contra contrair doenças, especialmente quando a exposição é significativa.

Em dezembro de 2020, pesquisadores sinalizaram que compostos químicos encontrados no chá verde podem se ligar e bloquear a função da principal protease do SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19.

Efeitos do chá verde no controle de peso

Algumas substâncias presentes no chá verde, como os flavonóides, possuem a capacidade de atuar sobre o sistema nervoso simpático, através da modulação da noradrenalina, au­mentando a termogênese e a oxidação das gorduras, evitando, dessa forma, o aumento no tamanho e quantidade de adipócitos e, consequentemente, prevenindo o depósito de gordura no organismo e regulando o peso corporal.

Alguns estudos mostram que as catequinas desempenham papel importante no controle do tecido adi­poso, principalmente pela regulação que a epigalocatequina galato exerce sobre algumas enzimas relacionadas ao anabolismo e catabolismo lipídico, como a ace­til CoA carboxilase, Ag sintetase, lipase pancreática, lipase gástrica e lipoxigenase.

Estudos in vitro e in vivo sugerem que a epigalocatequina galato modula a mitogênese, a estimulação endócrina e a função me­tabólica nas células de gordura, além de estar associada com a má absorção de carboidratos e gorduras no trato intestinal, por inibição enzimática e do sódio transportador de glicose.

O chá verde vem sendo consumido por pessoas que buscam dietas de emagrecimento, ou até mesmo para manter uma qualidade de vida melhor. Apresenta, na maioria da sua composição, catequinas substâncias, as quais, de acordo com várias pesquisas cientificas, diminuem a gordura corporal e aceleram o metabolismo. Aliado à prática de atividades físicas regulares, contribui para o emagrecimento.


Prevenção da oxidação celular e envelhecimento

O chá verde é rico em minerais importantes para o organismo, como manganês, vitaminas (B1, B2 e C) e potássio, que contribuem para o bom funcionamento do metabolismo, além dos benefícios de antioxidante e antienvelhecimento.

Além disso, estudos têm demonstrado que a epigalocatequina galato pode ser um protetor de uso tópico contra alguns tipos de radiação, prevenindo o foto envelhecimento e diminuindo o risco de câncer de pele devido a prolongada exposição aos raios ultravioleta.

Outras propriedades funcionais e terapêuticas

Diversos estudos têm demonstrado que as catequinas presentes no chá verde podem exercer papel

benéfico em diversas morbidades. Alguns estudos já apresentaram dados controversos, mas a maioria das pesquisas têm demonstrado resultados positivos sobre o uso do chá verde, principalmente com relação a ação benéfica dos flavonóides sobre o risco cardiovascular.

Além disso, a literatura tem demonstrado constantemente o potencial papel do chá verde na modulação de processos anti-inflamatórios, antitumorais, antiaterogênicos, hipoglicemiantes e no controle do peso.

A propriedade antioxidante das catequinas do chá verde tem sido apontada como o principal fator contribuinte na prevenção e/ou no tratamento de diversas doenças crônico-degenerativas, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e diabetes mellitus. Essa propriedade antioxidante está relacionada à estrutura química das catequinas, sendo potencializada pela presença de radicais ligados aos anéis e a presença de grupos hidroxila nos anéis A, B e D. As catequinas podem capturar as espécies reativas de oxi­gênio, como o radical superóxido (O2-), o peróxido de hidrogênio (H2O2) e o radical hidroxila (OH∙), considerados extremamente danosos aos lipídios, proteínas e DNA. Sua atuação básica consiste em transferir elétrons para as espécies reativas de oxigênio, estabilizando-as e formando com os radicais livres capturados um radical flavínico, bem menos reativo.

Estudos epidemiológicos tam­bém têm demonstrado uma relação inversa entre o consumo de flavo­nóides e a ocorrência de doenças cardiovasculares. Os mecanismos implicados estão relaciona­dos com a inibição da oxidação das lipoproteínas de baixa densidade, inibição da agregação plaquetária, modulação da função endotelial e propriedades anti-hipertensivas. Es­ses mecanismos atuam relaxando os músculos do sistema cardiovascular, contribuindo para a redução da pres­são arterial e melhorando a circulação em geral. Devido as suas proprieda­des antioxidantes, os flavonóides previnem a oxidação do LDL colesterol, responsável pela formação das placas de ateromas, as quais aumentam o risco de trombose.

Estudos também evidenciaram as propriedades hipoglicemiantes do chá verde, demonstrando sua atuação no aumento da sensibilidade à insulina, associando este efeito ao conteúdo de polifenóis do chá. Em outro estudo dos mesmos pesquisadores, o chá verde diminuiu a resistência à insulina pelo aumento da atividade do transportador de glicose.

O papel do chá verde na prevenção de neopla­sias malignas baseia-se em estudos epidemiológicos in vitro e in vivo, sugerindo que o consumo diário de chá verde pode melhorar a qualidade de vida e proteger de uma morte prematura, particularmente causada por câncer. O chá verde participa na preven­ção de neoplasias malignas pela ação de suas catequinas, com possíveis efeitos protetores do dano causado pelos RL no DNA das células e, tam­bém, na indução de apoptose nas célu­las tumorais.

Diferentes pesquisas em vários campos da ciência tem enfatizado e reforçado o potencial nutricional dos ingredientes do chá verde, vindo ao encontro dos principais atributos valorizados pelos consumidores, ou seja, produtos e ingredientes que ofereçam propriedades que apoiem a saúde e o bem-estar, promovendo um estilo de vida saudável.

As principais formas de consumo do chá verde são a infusão com água ou em cápsulas contendo extratos de chá verde.

Márcia Fani

Editora




 

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