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A relação entre nutrição e função cognitiva

Os alimentos que oferecem nutrientes saudáveis e benefícios funcionais adicionais para lidar com problemas relacionados ao bem-estar físico e mental estão em alta. Mitigar o estresse, melhorar o sono e o foco cognitivo são algumas das demandas dos consumidores hoje em dia, que buscam na alimentação uma forma de apoiar a função cognitiva.

A nutrição desempenha papel importante nesse sentido, permitindo desenvolver plenamente o potencial físico e intelectual, sendo especialmente importante no desenvolvimento das diferentes fases da vida, desde a infância até a terceira idade.

A função cognitiva é um conjunto de habilidades complexas, onde memória, raciocínio, atenção e coordenação psicomotora são apenas algumas das características que contribuem para a capacidade mental.

As principais funções cognitivas são percepção, atenção, memória, linguagem e funções executivas. A relação entre todas essas funções permite entender a grande maioria dos comportamentos, desde os mais simples até as situações de maior complexidade e que exigem atividades cerebrais mais elaboradas.

A percepção é uma função cognitiva que se constitui de processos que permitem reconhecer, organizar e dar significado a um estímulo vindo do ambiente através dos órgãos sensoriais, ou seja, tato, olfato, gustação, audição e visão. As agnosias são os déficits na capacidade de percepção dos estímulos sensoriais, especialmente os relacionados à visão, incapacitando o reconhecimento e a identificação de estímulos.

A atenção é uma função cognitiva bem complexa e diversos comportamentos resultam de um nível adequado de atenção para serem bem sucedidos; é um pré-requisito fundamental para o processo de memorização.

O conceito de atenção é definido pela seleção e manutenção de um foco, seja de um estímulo ou informação, entre as inúmeras informações que são obtidas através dos sentidos, memórias armazenadas e outros processos cognitivos. Resumidamente, a atenção é dirigida para um evento considerado importante em um exato momento.

Já a concentração é restrita e depende de inúmeros fatores, desde a falta de vontade ou ânimo por algum assunto, até dificuldades específicas que interferem na capacidade de atenção seletiva.

A memória é a capacidade de armazenar informações, lembrar delas e utilizá-las no presente. É uma das funções cognitivas mais utilizadas pelo ser humano no seu cotidiano e o seu bom funcionamento depende do nível de atenção e de outras atividades cognitivas, como a capacidade de percepção e associação, para que as informações sejam armazenadas com sucesso. Alguns fatores podem influenciar a memória, tanto positiva como negativamente. A idade, o estresse emocional, a depressão e problemas de ordem física podem ser prejudiciais. Por outro lado, a motivação e as emoções são fatores que favorecem a memória.

A linguagem é uma função cognitiva usada todos os dias, durante a maior parte do tempo, seja de forma oral ou escrita. O conceito de linguagem é definido pelo uso de um meio organizado de combinar as palavras a fim de se comunicar, embora a comunicação não se constitua unicamente em um processo verbal. As formas não-verbais, como gestos ou desenhos, também são capazes de transmitir ideias e sentimentos.

O papel da nutrição

Energia, sono, humor e foco cognitivo estão surgindo como necessidades-chave para ajudar os consumidores a melhorar a sua qualidade de vida; e a alimentação pode desempenhar um importante papel nesse sentido.

O cérebro precisa de nutrientes para a sua formação, desenvolvimento e manutenção de suas funções. As diferentes células que o compõem precisam ser alimentadas para cumprir essas funções e algumas delas precisam de nutrientes específicos para cumprir o seu papel dentro da estrutura complexa do cérebro.

O conhecimento já acumulado, aliado às recentes descobertas, permite identificar vários mecanismos que associam a saúde do cérebro com a alimentação e a nutrição.

A nutrição é um processo que ocorre desde o início da vida e dela depende a sobrevivência da espécie humana e o desenvolvimento do seu potencial, estando intimamente relacionada com o cérebro e o desenvolvimento cognitivo do ser humano.

Os nutrientes podem influenciar as macroestruturas e microestruturas cerebrais e a função dos neurotransmissores e, tudo isso, como um todo, tem impacto no desenvolvimento cognitivo. Os macronutrientes também são uma fonte de energia que o cérebro requer para o seu funcionamento adequado.

Entre os principais aspectos nutricionais mais claramente relacionados com o desempenho cognitivo, estão o fornecimento de energia para o cérebro, especificamente a implementação de determinados alimentos ou ingestão de carboidratos; o consumo de proteínas e ácidos graxos, especialmente ômega-3; e de micronutrientes, como ferro, vitaminas do complexo B e antioxidantes.

Estudos relataram que a ingestão de alimentos ricos em carboidratos pode apresentar efeitos positivos relacionados com benefícios na memória em curto prazo, processamento rápido de informações e atenção.

Outros estudos sugerem que a relação entre carboidratos e proteínas ingeridos na refeição pode afetar a neurotransmissão da serotonina, influenciando a captação de triptofano pelo cérebro, o que explica porque os alimentos ricos em proteínas aumentam o estado de alerta, bem como porque os alimentos ricos em carboidratos aliviam a depressão, especialmente na síndrome pré-menstrual.

O triptofano é um aminoácido essencial encontrado na maioria dos alimentos que contém proteína. É o precursor do neurotransmissor serotonina, a qual está envolvida com a regulamentação do humor, da depressão e o estado de alerta.

Os micronutrientes estão envolvidos na função cognitiva por várias razões. Em primeiro lugar, as vitaminas e minerais intervém como reguladores do metabolismo celular para participar como cofatores de enzimas envolvidas no metabolismo de proteínas, carboidratos e gorduras. Também estão envolvidos no metabolismo de neurotransmissores, bem como cofatores de enzimas envolvidas na sua síntese, quer como um cofator na síntese dessas enzimas e, até mesmo, como substratos para algumas das reações envolvidas.

Os micronutrientes mais comuns associados com a função cognitiva são o ferro, as vitaminas do complexo B e os antioxidantes.

O ferro participa do funcionamento cerebral contribuindo para a correta mielinização dos neurônios, além de ser um cofator importante para numerosas enzimas envolvidas na síntese de neurotransmissores, como o triptofano hidroxilase, que intervém na síntese da serotonina, e a tirosina hidroxilase, que está envolvida na norepinefrina e na dopamina.

A associação entre vitaminas do complexo B, especialmente o folato, e o desempenho cognitivo tem despertado o interesse da comunidade científica. O ácido fólico é importante no desenvolvimento do tubo neural e, atualmente, as evidências sugerem que essas vitaminas são importantes para o desempenho de crianças e adultos.

Existem dois mecanismos possíveis através dos quais essas vitaminas afetam a função cognitiva por meio dos processos de metilação. No primeiro mecanismo, a hipótese sugere que a hipometilação do folato, juntamente com as vitaminas B12 e B6 atuando como cofatores, possuem efeito direto e a curto prazo sobre o sistema nervoso central, inibindo a síntese de metionina e de S-adenosilmetionina, o principal doador de grupos metila do organismo. As reações de metilação são necessárias para a síntese de proteínas, fosfolipídios da membrana, DNA e, também, no metabolismo de neurotransmissores e de melatonina, os quais são muito importantes nos níveis neurológico e psicológico.

No segundo mecanismo, a hipótese da homocisteína propõe um efeito cerebrovascular, indireto e de longo prazo, dessas vitaminas. A homocisteína é um metabólito da metionina, e as vitaminas B6, B12 e o ácido fólico são cofatores de enzimas que utilizam homocisteína como substrato. A vitamina B6 é um cofator da cistationina beta-sintase, que catalisa a formação de cistationina desde a homocisteína e serina, enquanto a vitamina B12 e o ácido fólico estão envolvidos na reciclagem da homocisteína para a metionina.

Assim, essas três vitaminas contribuem para manter a integridade do sistema nervoso central ao prevenir doenças vasculares, o que é crucial para a função cognitiva.

A disfunção cognitiva tem sido associada ao aumento do estresse oxidativo ou a deficiência em antioxidantes. Muitos pesquisadores sugerem que a disfunção cognitiva pode ser prevenida ou retardada aumentando o conteúdo de antioxidantes na alimentação, como vitamina C, E e betacaroteno. Há várias razões que apoiam essas afirmações. Uma delas é que estudos bioquímicos e fisiológicos mostram que nas doenças degenerativas, como o Alzheimer, se produz dano oxidativo na microvascularização do sistema nervoso central. Além disso, estudos epidemiológicos têm demonstrado correlações significativas entre a função cognitiva de idosos e o consumo de antioxidantes. Estudos mostram, por exemplo, que pode haver uma relação entre o declínio da função cognitiva e baixas ingestões e níveis plasmáticos de vitamina C, juntamente com um aumento do risco de enfarte do miocárdio. A influência dessa vitamina na função cognitiva pode se dar através do seu papel na aterogênese, de modo que um maior consumo de vitamina C proteja tanto da disfunção cognitiva como do enfarte.

Uma dieta variada que inclua alimentos ricos em nutrientes, com uma repartição adequada dos mesmos, tem mostrado ser a melhor estratégia nutricional para assegurar o melhor funcionamento cognitivo, tanto em crianças como em adolescentes e adultos.

Márcia Fani

Editora




 

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