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BEBIDAS ENERGÉTICAS

A princípio, os energéticos foram desenvolvidos para o público noturno, sendo comercializados como uma bebida revigorante. No entanto,hoje, o perfil do consumidor é mais amplo: abrange pessoas de diversas idades e é usado para os mais variados fins.

Introdução

As bebidas energéticas foram criadas por um empresário austríaco em 1989. Sua principal função é a de fornecer mais energia, através da estimulação do metabolismo. São compostas de vitamina B, ingredientes de ervas exóticas e metilxantinas, cafeína, ginkgo biloba, glucoronalactona, creatina, maltodextrina, taurina, inositol, guaraná e ginseng, sendo esta a combinação perfeita para dar mais energia. A cafeína atua como estimulante no Sistema Nervoso Central (SNC), o que acaba resultando no aumento da atenção pela liberação de adrenalina e de cálcio, que auxiliam nas contrações musculares mais afetivas. A taurina tem a função de aumentar a resistência física e, também, de amenizar as consequências causadas pela depressão pós álcool. A glucoronalactona é uma substância à base de glicose que ajuda na eliminação de toxinas exógenas e endógenas, e que em uma atividade física atua como um ótimo desintoxicante, aumentando o desempenho físico e diminuindo a fadiga. São constituídas de grandes quantidades de carboidratos, principalmente de açúcar, pois estimulam a sede.

As bebidas energéticas hipertônicas têm o objetivo de estimular o metabolismo, ativando o estado de alerta do organismo, reduzindo o sono durante algum tempo. Já as bebidas energéticas isotônicas têm como objetivo repor líquidos, carboidratos e eletrólitos.

A literatura científica vem crescendo em trabalhos voltados aos benefícios das bebidas energéticas e de seus componentes, em particular. É importante que os profissionais da área da saúde envolvidos com alimentação busquem reais conhecimentos sobre este produto e seu consumo, principalmente por indivíduos sob estresse fisiológico, como os atletas, aos quais as bebidas energéticas, aliadas a treinamento e dieta adequada, podem ter caráter ergogênico.

A Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde publicou no diário oficial da União, em 05 de novembro de 1998, a Portaria nº 868, regulamentando a identificação, a produção e a venda das bebidas energéticas, identificando-as como Composto Líquido Pronto para Consumo.

Atualmente, existe no mercado aproximadamente 25 marcas de bebidas energéticas e, analisando a composição destas bebidas, observa-se que a grande maioria consiste em uma mistura de carboidratos (cerca de 11g/dl) com taurina (400mg/dl), cafeína (cerca de 32mg/dl), glucoronolactona (cerca de 240mg/dl) e vitaminas do complexo B (100% da necessidade diária). Com base nessas condições, haja vista também o crescimento ascendente destas bebidas, nutricionistas e outros profissionais da saúde envolvidos com alimentação, precisam conhecer seus componentes e estarem atentos a novos trabalhos.

Principais componentes

De acordo com a ANVISA, atribui-se o uso da expressão “bebida energética” ou “energy drink” ao produto que contém em sua composição inositol e/ou glucoronolactona e/ou taurina e/ou cafeína, podendo ser adicionado de vitaminas e minerais e, inclusive, de outros ingredientes, desde que esses não descaracterizem o produto.

Das bebidas existentes,hoje no mercado, classificadas nessa categoria, os ingredientes mais comuns são carboidratos, taurina, cafeína, glucoronolactona, inositol e vitaminas do complexo B. Atualmente, o grande diferencial em um energético é a presença de dois tipos de carboidratos: a sacarose e a dextrose. A dextrose é um carboidrato simples de rápida absorção intestinal, responsável em prover a energia inicial que o organismo precisará para praticar uma atividade física, por exemplo. A sacarose não é um carboidrato simples, pois é constituída por dois tipos diferentes de carboidrato, a glicose a frutose. Nesse último caso, a digestão não é tão rápida quanto a primeira, resultando em dois tempos absortivos, um imediato e outro em um tempo posterior. A presença desses dois tempos faz com que a utilização do carboidrato não ocorra de uma vez e, sim, de forma gradual, o que resulta na utilização do carboidrato por um tempo maior.

A taurina é um aminoácido derivado dos aminoácidos sulfurados (metionina e cisteína), que se encontra conjugada com ácidos biliares de sódio e potássio, resultando na formação do ácido taurocólico, um dos ácidos da bile alcalina, essencial para absorção das gorduras. A taurina é o principal aminoácido intracelular livre da maior parte dos tecidos dos mamíferos. Em seres humanos, é biossíntetizada e ingerida como parte da dieta normal. Estudos demonstraram que as maiores concentrações intracelulares de taurina são encontradas no coração, leucócitos, músculo esquelético, retina e sistema nervoso central, sendo o fígado o local de maior variação nas concentrações de taurina, onde estas são dependentes da dieta ingerida. Além das bebidas energéticas, a taurina também pode ser encontrada em frutos do mar (mariscos, ostras), aves (carne escura de frango ou peru) e carne bovina.

Existem evidências de que a taurina participa de várias funções fisiológicas importantes. No sistema nervoso está associada à osmorregulação, antioxidação, detoxificação e estímulo da glicólise e glicogênese. No fígado, a taurina conjuga-se com ampla variedade de produtos tóxicos como metabólitos de medicamentos e xenobióticos, permitindo que estas toxinas sejam rapidamente excretadas pelo organismo. A taurina pode ainda se complexar com metais pesados e reduzir os níveis destes metais pelo mecanismo de desintoxicação pela redução rápida com a formação de produtos estáveis.

Em estudos utilizando taurina, através do consumo de bebidas energéticas no exercício, foi demonstrado o efeito positivo deste aminoácido na resposta hormonal, conduzindo para um maior desempenho e tempo de exercício. Além disso, tanto os batimentos cardíacos e as concentrações de catecolaminas foram significantemente mais baixos no grupo que utilizou taurina, sendo estes efeitos os prováveis responsáveis pela resistência prolongada dos atletas. Os mecanismos cardíacos atribuídos a taurina incluem efeito inotrópico positivo, modulação da capacidade do depósito de Cálcio no retículo sarcoplasmático, estimulação na velocidade de bombeamento de cálcio ativada pela ATPase e as influências nos canais iônicos.

Não existem recomendações diárias estabelecidas para este aminoácido, mas segundo alguns estudos, as necessidades diárias são estimadas em torno de 3g a 6g/dia.

A glucoronolactona é um tipo de carboidrato biossintetizado a partir da glicose, podendo ser encontrado também no vinho tinto, cereais, maçãs e pêras. É essencial para a desintoxicação e metabolismo de ampla variedade de xenobióticos e medicamentos, via conjugação no fígado, que são excretados na urina. Este processo é conhecido como glucuronização.

Outra função desintoxicadora atribuída à glucoronolactona é a sua complexação com a bilirrubina e, posterior, eliminação pela urina. A glucuronolactona é rapidamente absorvida e metabolizada quando administrada oralmente.

O inositol, também conhecido como myo-inositol, é um isômero da glicose encontrado na forma livre, na forma de fosfolipídeo e em formas fosforiladas, conhecido como ácido fítico. É encontrado e amplamente distribuído na dieta humana, tanto em fontes vegetais quanto animais. Suas fontes são frutas cítricas (exceto o limão), feijão, pasta de amendoim, lecitina de soja, levedo de cerveja, germén de trigo, etc.

Suas funções farmacológicas assemelham-se às da colina e na forma de fosfstidil inositol encontra-se nas membranas celulares e nas lipoproteínas plasmáticas. Os derivados polifosforilados do inositol são liberados como segundo mensageiros em resposta a uma variedade de hormônios e neurotransmissores. Embora não existam demonstrações de necessidades de ingestão diária, o inositol está presente em altas concentrações no leite materno e sua deficiência está relacionada à distúrbios no transporte e no metabolismo das gorduras.

A cafeína é uma das principais xantinas, substâncias que são encontradas em estado natural numa séria de plantas como: café, chás, mate, cacau e guaraná, entre outras. E acrescentada a bebidas energéticas e alguns remédios. Sabe-se que as xantinas exercem seus efeitos estimulantes antagonizando os receptores de adenosina e a inibição da fosofdiesterase - com resultante acúmulo de AMPcíclico. Essa ação simpaticomimética indireta resulta em facilitação da liberação dos transmissores adrenérgicos. No sistema nervoso central, as xantinas aceleram a cognição, diminuindo a fadiga e aumentando o estado de vigília. A cafeína antagoniza os receptores de adenosina.

A cafeína exerce efeitos inotrópicos no sistema cardiovascular, prolongando e intensificando o estado ativo das fibras musculares, aumentando sua força e freqüência de contração, resultando aumento do rendimento cardíaco. A contração muscular é fortalecida pela ação da cafeína e outras xantinas, pois aumenta a capacidade de trabalho, relacionada com o estímulo celular, principalmente pelo aumento da glicogenólise e lipólise.

A meia-vida da cafeína varia de 4 a 6 horas, ou até dois dias, dependendo da idade, peso, sexo, estado hormonal ou o uso do contraceptivo oral. Os derivados xantínicos são rápida e completamente absorvidos pelo trato gastrointestinal, e as concentrações plasmáticas máximas são registradas cerca de 1 hora após sua ingestão.

A cafeína consumida através das bebidas energéticas é um recurso ergogênico utilizados a fim de potencializar o desempenho de resistência. Estudos recentes têm apontado a cafeína como um poderoso agente modulador do desempenho físico em atividades físicas de diferentes naturezas.

A revisão da literatura mostra que, na década de 90, muitos estudos puderam demonstrar aumentos na performance de endurance, devido à ingestão da cafeína.

Com relação aos exercícios físicos prolongados, os resultados sugerem que o uso da cafeína promove melhoria na eficiência metabólica dos sistemas energéticos durante o esforço contribuindo para um melhor desempenho físico.

Já é usual o enriquecimento com vitaminas em muitos alimentos de consumo geral, bebidas energéticas especialmente, fornecendo a combinação de 5 vitaminas (niacina, B6, B12, riboflavina e ácido pantotênico) em concentrações menores ou iguais aos da recomendação vigente. São dissolvidas homogeneamente no líquido e, acrescentadas após a pasteurização, não sofrem perda pelo aquecimento.

Teoricamente, os exercícios aumentam as necessidades ou perda de nutrientes devido a: adaptações bioquímicas associadas ao treinamento; aumento na concentração de enzimas mitocondriais que requerem os nutrientes como cofator, e a necessidade para reposição e manutenção dos tecidos. Além disso, também existem algumas evidências bioquímicas de deficiência vitamínica em indivíduos ativos (van der Beek, 1991). Uma das razões para isso pode ser ingestões marginais associadas a escolhas dietéticas pobres ou redução de energia ingerida.

Sabe-se que os exercícios são capazes de aumentar as necessidades energéticas e protéicas e, com isso, aumentariam as necessidades diárias de alguns nutrientes, como tiamina, riboflavina e vitamina B6.

Os benefícios das bebidas energéticas

Vários estudos vêm sendo realizados com bebidas energéticas nestes últimos anos, apresentando resultados interessantes.

Com o objetivo de determinar os efeitos de uma bebida energética contendo taurina e cafeína no desempenho, um estudo realizado com 10 atletas de ciclismo, pedalando durante 60 minutos em cicloergômetro, constou que após a ingestão de bebida energética, a resistência dos voluntários foi significativamente maior em comparação com as outras duas bebidas que continham o mesmo sabor da bebida energética original, porém, sem os componentes cafeína e taurina. Os resultados encontrados são decorrentes dos efeitos que estes componentes exercem durante o exercício prolongado.

Em outro estudo, os autores submeteram 17 atletas masculinos a dois testes experimentais durante 60 minutos de ciclismo com aumento da carga inicial até os indivíduos atingirem a exaustão. Após 25 minutos de ciclismo, uma bebida imitação (B1) e uma bebida energética (B2) contendo taurina, cafeína e glucoronolactona foram administradas.

Parâmetros fisiológicos e metabólicos como frequência cardíaca, consumo de oxigênio e lactato (que mensura a fadiga/cansaço), foram avaliados no estudo. No grupo B2 (bebida energética) o tempo médio de ciclismo até a exaustão foi significativamente maior, demonstrando uma melhor capacidade de resistência. Como o grupo controle (B1) ingeriu bebida sem taurina, cafeína e glucoronolactona, os efeitos benéficos da bebida B2 podem ser atribuídos a estes três componentes.

Em estudo realizado em 2001, os pesquisadores submeteram 11 motoristas a 5 horas de restrição de sono na noite anterior à realização dos testes. Os testes incluíram uma simulação inicial por 30 minutos em um tipo de simulador de carro (pré-tratamento), seguido de intervalo de 30 minutos e depois foram submetidos a outras 2 horas dirigindo (pós-tratamento).

Nos intervalos foi administrada bebida energética contendo taurina, cafeína e glucoronolactona ou bebida imitação, sem taurina, cafeína e glucoronolactona. Após a ingestão da bebida energética, tanto os incidentes dirigindo como o tempo de reação demonstraram melhora significativa. A principal ação destas bebidas é proveniente da combinação de cafeína e taurina.

Mercado promissor

Com a promessa de oferecer uma dose extra de disposição, os energéticos, que são uma febre no Canadá e nos Estados Unidos, conquistam mais espaço entre os consumidores brasileiros. Nos últimos cinco anos, o consumo do produto explodiu no país, a taxas que chegam a ser em média 10 vezes maiores do que qualquer outra modalidade de bebida.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR), entre 2006 e 2010, o crescimento foi de 325%, enquanto a venda de sucos, a segunda no ranking das que mais ganharam mercado, teve acréscimo de 53%. O aumento do poder de compra da população e a disposição da nova classe média brasileira de incluir a bebida em sua cesta de compras são os dois motivos que ajudam a explicar o crescimento. O outro, evidentemente, é o fato de a categoria ainda ter uma participação pequena no consumo geral de bebidas no país, são 87 milhões de litros por ano, de um total de 72 bilhões.

Tanto espaço para crescer fez surgir no mercado uma centena de marcas. Consultores que acompanham esse setor estimam que já existem mais de 130 delas sendo vendidas em supermercados, casas noturnas, bares e academias de ginástica. As principais continuam sendo Red Bull, Burn e Gladiator (da Coca-Cola), Flying Horse e Flash Power. Embora o consumo desses energéticos continue em expansão, as líderes multinacionais vêm perdendo mercado para as versões brasileiras da bebida.

A pioneira Red Bull, criada na Alemanha em 1987, está no Brasil desde 1999. Até cinco anos atrás detinha mais de 60% do mercado. Hoje, embora ainda seja líder absoluta, teve sua participação reduzida para 40%.

Na tentativa de aumentar a distância dos concorrentes e se sentir menos ameaçada, a Red Bull começou a estudar o lançamento de uma nova embalagem, para atrair a classe C: os energéticos hoje oferecidos em latas de 250ml, 355ml e 473mil, chegariam às prateleiras também em garrafas pet.

Entre os novos concorrentes da Red Bull está o Mood, lançado em setembro do ano passado pelo grupo Ultra, controlador da rede Ipiranga de postos de combustíveis. O produto é vendido apenas nas lojas de conveniência am/pm, com mil unidades no país.

O Mood chegou às geladeiras da rede am/pm tendo de dividir espaço com outras cinco marcas de energéticos. Em seis meses, o produto atingiu 30% de participação nas vendas da categoria dentro da rede de conveniência.

A estratégia da Ipiranga está em conquistar um público que foge do perfil tradicional dos consumidores de energéticos. A embalagem do produto e o material de divulgação tem um apelo clean; a meta é atingir executivos, estudantes e "pais de família".

O Grupo Petrópolis, dono das marcas de cerveja Itaipava e Crystal, também se lançou no mercado de energéticos há menos de um ano, com a marca TNT. Para a empresa, a expectativa é de que essa categoria de bebidas cresça outros 400% nos próximos cinco anos.

Conclusão

As bebidas energéticas são muito úteis para pessoas que praticam atividades físicas muito fortes ou outras atividades que exijam bastante do organismo. Compostas por carboidrato, cafeína e taurina, geram um efeito para estimular o estado de alerta do corpo e também agem na diminuição da sonolência durante certo período.

Normalmente, os energéticos são fabricados em unidades de 200ml a 250ml. Se ingeridos em pequenas quantidades, podem ser insuficientes para que o estado de alerta da pessoa seja restabelecido. Por exemplo, a cafeína só gera o efeito estimulante se consumida em uma proporção de seu peso corporal vezes três. Ou seja, um homem de 80 kg precisa consumir no mínimo 240mg para sentir os efeitos.

É importante ter em mente que existem certos limites que devem ser respeitados. Se ingeridos em excesso, os energéticos podem trazer alguns efeitos colaterais, como aumento do batimento cardíaco e insônia. Além disso, a cafeína acelera também a perda de cálcio, magnésio e potássio, o que pode facilitar a ocorrência de câimbras. Outro ponto importante é que como essas bebidas diminuem a absorção de cálcio pelo organismo, futuramente podem causar uma perda de massa óssea.

O certo é manter um controle. Os energéticos criam fortes dependências por serem compostos, na maioria, por cafeína e isso pode gerar consequências maléficas ao organismo.

Enfim, o consumo de bebidas energéticas pode ser extremamente interessante não só para praticantes de atividades físicas, mas também, para eventuais situações nas quais seja necessário um estímulo e disposição maior. O ideal é sempre procurar por produtos que tenham os ingredientes necessários e em boas quantidades, de forma que atendam os objetivos e prezem pela saúde do consumidor.




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